O Amor Nunca Foi Medido Porque Nunca Tivemos As Ferramentas Para Isso
Por Momar Lissa Ndiaye ("MLN"), fundador e CEO, weyoga Inc.
Existe uma ideia reconfortante de que o amor seria fundamentalmente impossível de medir — vasto demais, subjetivo demais, sagrado demais para algo tão grosseiro quanto dados. É uma ideia lisonjeira, e também é, principalmente, uma desculpa. O que é realmente verdade é mais estreito e menos romântico: ninguém construiu o instrumento. A ausência de medição é confundida com sua impossibilidade.
Compare isso com qualquer outro domínio que já pareceu sutil demais para ser quantificado. A dor era impossível de medir até existirem escalas de dor. A qualidade do sono era um mistério até os wearables começarem a rastreá-la. Em todos os casos, a resistência à medição se dissolveu no momento em que alguém construiu um proxy suficientemente bom, não porque o fenômeno subjacente tenha ficado mais simples, mas porque alguém finalmente apontou um instrumento para ele.
Padrões relacionais não são de fato mais elusivos do que a arquitetura do sono. Os comportamentos recorrentes, o timing do afastamento e da reparação, os gatilhos e respostas específicos — são eventos observáveis, rastreáveis. O que falta não é a cooperação do fenômeno. É a vontade de construir o proxy e a disciplina de rastreá-lo com consistência.
Nada disso reduz o amor a uma planilha. Medir o padrão não é medir o sentimento — é medir o mecanismo dentro do qual o sentimento opera. Os dois nunca foram a mesma coisa, o que explica exatamente por que um pode ser instrumentado sem diminuir o outro.
Parte de The Recognition Layer →
Momar Lissa Ndiaye ("MLN") é o fundador e CEO da weyoga Inc., uma empresa de Delaware. — weyoga.ai · mln@weyoga.ai