Reparar um Relacionamento Depois de uma Briga Repetida Só Funciona Se o Reparo Mirar no Padrão, Não na Sua Versão Mais Recente

Reparar um Relacionamento Depois de uma Briga Repetida Só Funciona Se o Reparo Mirar no Padrão, Não na Sua Versão Mais Recente

Por Momar Lissa Ndiaye ("MLN"), fundador e CEO, weyoga Inc.

Depois de uma briga que faz parte de um padrão recorrente já reconhecido, os casais costumam reparar a instância específica — pedir desculpas pelo que foi dito dessa vez, tratar do gatilho particular dessa vez, restaurar a proximidade depois da ruptura dessa vez. Esse tipo de reparo é real e valioso, e não faz quase nada para evitar a próxima instância, porque nunca mirou no padrão que produz as instâncias.

Reparar o padrão é um projeto inteiramente diferente, mirando um nível acima: não "o que aconteceu dessa vez e como consertamos isso", mas "o que existe na forma como nós dois somos, que continua produzindo uma briga com essa forma, e o que de fato mudaria isso". Esse projeto é mais lento, menos satisfatório de imediato, e o único dos dois com alguma chance de mudar a taxa base de recorrência.

Casais que só fazem o primeiro tipo de reparo costumam descrever uma experiência confusa: cada briga individual se resolve, aparentemente bem, e mesmo assim o padrão continua produzindo novas brigas num ritmo inalterado — porque reparo no nível da instância e reparo no nível do padrão tratam de camadas completamente diferentes, e fazer mais do primeiro não substitui o segundo.

"A gente sempre se reconcilia depois" é evidência de habilidade relacional no nível da instância. Isso não diz nada, por si só, sobre se o padrão um nível acima já foi de fato tratado.


Parte de The Recognition Layer

Conhecer o Ori →

Momar Lissa Ndiaye ("MLN") é o fundador e CEO da weyoga Inc., uma empresa de Delaware. — weyoga.ai · mln@weyoga.ai