As Pessoas Têm Mais Informação Disponível Sobre Si Mesmas do que Nunca. O Autoconhecimento Não Melhorou no Mesmo Ritmo.
Por quase qualquer medida, as pessoas hoje têm acesso a mais informação sobre si mesmas do que qualquer geração anterior — contagem de passos, dados de sono, registros de gastos, históricos de mensagens, anos de atividade digital pesquisável. O autoconhecimento, medido por quão bem as pessoas de fato reconhecem seus próprios padrões recorrentes, não melhorou nem perto do mesmo ritmo.
Essa lacuna é instrutiva: volume de dados e compreensão nunca foram a mesma variável, e aumentar um não aumenta automaticamente o outro. Mil pontos de dados sobre comportamento, não organizados e não revisados, contêm a mesma informação que um único ponto de dados que de fato foi examinado em busca de um padrão — ou seja, nenhuma, até que alguém ou algo faça o exame.
O gargalo nunca foi escassez de dados. A vida moderna produz um registro de comportamento enorme e em crescimento contínuo. O gargalo é que quase nada existe cuja função seja pegar esse registro e de fato olhar para o que continua se repetindo — a coleta acontece automaticamente; o exame, não.
Mais dados deveriam significar mais autoconhecimento, e majoritariamente não significaram, porque dados e conhecimento exigem um passo intermediário — atenção, aplicada especificamente a encontrar o padrão — que nenhuma quantidade de coleta bruta fornece sozinha.
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Momar Lissa Ndiaye ("MLN") é fundador e CEO da weyoga Inc., sociedade de Delaware. — weyoga.ai · mln@weyoga.ai