"Eu Não Sei Por Que Escolhi Aquilo" Quase Nunca É Verdade. Sempre Há Um Motivo — Ele Simplesmente Raramente É Consciente.
"Eu não sei por que escolhi aquilo" é algo comum e genuinamente sincero de se dizer — a pessoa realmente não tem acesso consciente a um motivo no momento em que é perguntada. Tomada literalmente, porém, como evidência de que nenhum motivo existe, a afirmação quase nunca é precisa; escolhas normalmente não são feitas do nada.
O que realmente é verdade é mais estreito: não há nenhum motivo disponível à introspecção consciente naquele momento, o que é uma afirmação diferente de não haver motivo algum. O mecanismo de seleção que produziu a escolha estava operando, e operando segundo alguma regra, mesmo que essa regra não estivesse acessível à parte da mente encarregada de explicar depois.
Essa distinção importa porque muda onde procurar a resposta real. Se nenhum motivo existisse, não haveria nada a encontrar. Como quase certamente existe um motivo, apenas não conscientemente acessível, a resposta é encontrável — não através de mais introspecção direta, que já foi tentada e falhou, mas examinando o padrão do que realmente é escolhido através de instâncias suficientes para extrair a regra de fora.
"Eu não sei por quê" é honesto sobre os limites do acesso consciente. Não é evidência de que a escolha não tinha motivo — é um indicador de exatamente onde o motivo real está se escondendo: em algum lugar que a introspecção sozinha não alcança.
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Momar Lissa Ndiaye ("MLN") é fundador e CEO da weyoga Inc., sociedade de Delaware. — weyoga.ai · mln@weyoga.ai