Por Que Fundadores Bem-Sucedidos Repetem os Mesmos Erros de Contratação

Por Que Fundadores Bem-Sucedidos Repetem os Mesmos Erros de Contratação

Todo fundador se lembra de sua pior contratação. O executivo que parecia perfeito no papel. O líder que todos acreditavam que transformaria a empresa. A pessoa que se saiu brilhantemente na entrevista mas nunca se encaixou no negócio. A maioria dos fundadores assume que cada contratação fracassada foi um erro isolado. Muitas vezes, não era. Era o mesmo padrão comportamental se repetindo.

Contratação Raramente É Só Sobre Talento Os fundadores gastam quantidades enormes de tempo avaliando candidatos. Revisam currículos. Conduzem entrevistas. Ligam para referências. Avaliam experiência. Debatem o encaixe cultural. De fora, a contratação parece ser um processo racional. Mas por trás de cada decisão de contratação está algo muito mais difícil de ver. Os próprios padrões comportamentais do fundador.

O Tomador de Decisão Invisível Imagine dois fundadores. Ambos são inteligentes. Ambos construíram empresas bem-sucedidas. Ambos contrataram dezenas de executivos. Um contrata repetidamente pessoas que pensam exatamente como ele. Outro consistentemente confunde confiança com competência. Outro se apaixona pela visão enquanto negligencia a execução. Outro evita conversas difíceis durante o processo de entrevista porque não quer perder um candidato promissor. Cada decisão de contratação parece diferente. O executivo muda. A empresa muda. O mercado muda. O fundador acredita que está tomando uma decisão nova. Mas o padrão permanece notavelmente consistente.

Por Que Perdemos Nossos Próprios Padrões Uma das coisas mais fascinantes sobre o comportamento humano é que quase nunca experimentamos padrões recorrentes como recorrentes. Cada decisão de contratação parece única. Cada candidato parece representar uma nova oportunidade. Cada fracasso vem com uma explicação convincente. "O mercado mudou." "Eles não eram o que esperávamos." "O cargo evoluiu." Essas explicações podem todas ser verdadeiras. Mas frequentemente escondem uma pergunta mais profunda. O que continua moldando minhas decisões de contratação? Muito poucos fundadores a fazem.

Informação Não É o Ingrediente Ausente Os fundadores de hoje têm acesso a mais conselhos de contratação do que em qualquer momento da história. Livros. Podcasts. Recrutadores executivos. Plataformas de avaliação. Redes de referências. Inteligência artificial. A informação está em toda parte. No entanto, a contratação de executivos continua sendo uma das razões mais comuns pelas quais startups fracassam. Por quê? Porque a informação não cria automaticamente reconhecimento. O conselho diz a você como é uma ótima contratação. O reconhecimento ajuda você a perceber quando seu próprio padrão de decisão recorrente silenciosamente assumiu o controle. Essas não são a mesma coisa.

O Custo da Repetição Uma única contratação executiva pode influenciar uma empresa por anos. A VP de Vendas errada. O Head de Produto errado. O COO errado. O cofundador errado. Essas não são simplesmente decisões de pessoal. Elas moldam a cultura. A estratégia. A execução. A confiança. O momentum. A eficiência de capital. Um padrão de contratação recorrente pode silenciosamente custar milhões de dólares sem nunca aparecer como a causa óbvia.

Perguntas Melhores A maioria dos fundadores pergunta: "Essa é a pessoa certa?" Isso importa. Mas talvez a pergunta mais importante seja: "Por que essa pessoa parece a pessoa certa para mim?" Essa pergunta muda tudo. Ela desloca a atenção de avaliar o candidato para entender o tomador de decisão. Porque fundadores não constroem apenas empresas. Eles as constroem através de seus próprios padrões comportamentais.

As Organizações Também Repetem Padrões O interessante é que os fundadores não são os únicos que repetem padrões. As organizações também. Algumas empresas contratam repetidamente líderes carismáticos. Outras promovem repetidamente a excelência técnica em detrimento da capacidade de liderança. Algumas consistentemente evitam decisões de pessoal difíceis até que se tornem crises. Outras criam repetidamente culturas onde os mesmos fracassos de comunicação emergem independentemente de quem está no comando. As pessoas mudam. O padrão permanece. Em algum momento, a própria organização se torna o padrão.

A Próxima Fronteira A inteligência artificial está se tornando notavelmente boa em nos ajudar a responder perguntas. Mas talvez as organizações não precisem principalmente de respostas melhores. Talvez precisem de algo diferente. Uma inteligência capaz de reconhecer padrões comportamentais recorrentes antes que silenciosamente moldem outra decisão de contratação. Outro conflito de liderança. Outra saída de executivo. Outro erro caro. Porque o insight mais valioso não é descobrir por que a contratação de ontem falhou. É reconhecer o padrão antes que a contratação de amanhã o repita.

O Reconhecimento Muda a Decisão Os fundadores frequentemente acreditam que uma contratação melhor vem de se tornarem julgadores melhores de talento. Talvez comece em outro lugar. Talvez comece se tornando observadores melhores de si mesmos. Todo fundador tem padrões de decisão. Os excepcionais eventualmente os reconhecem. E uma vez que um padrão se torna visível, ele não tem mais o mesmo poder de moldar silenciosamente o futuro.

Um erro de contratação é uma decisão. Um padrão de contratação é um espelho.


Parte de The Pattern Notes

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Momar Lissa Ndiaye ("MLN") é fundador e CEO da weyoga Inc., sociedade de Delaware. — weyoga.ai · mln@weyoga.ai