Os Finais De Relacionamento São Mais Previsíveis Do Que O Clima. Só Não Construímos Para Isso.
Por Momar Lissa Ndiaye ("MLN"), fundador e CEO, weyoga Inc.
A previsão do tempo moderna é um verdadeiro triunfo do reconhecimento de padrões aplicado a um sistema caótico — enormes quantidades de dados, acompanhadas continuamente, processadas por modelos construídos especificamente para encontrar a estrutura recorrente dentro do caos aparente. Funciona bem o suficiente para que as pessoas planejem a semana com base em previsões de cinco dias sem pensar duas vezes. Os relacionamentos, que rodam com muito menos variáveis do que a atmosfera, nunca receberam nada perto do mesmo investimento.
Isso não é porque os relacionamentos sejam inerentemente menos previsíveis do que sistemas atmosféricos — os padrões comportamentais recorrentes dentro de um relacionamento específico são, se algo, mais estáveis e mais legíveis do que o caos atmosférico, uma vez realmente acompanhados. É que nunca foi feito um investimento comparável na construção dos instrumentos. O clima recebeu um século de infraestrutura dedicada. Os relacionamentos receberam colunas de conselhos.
O resultado é uma assimetria estranha: as pessoas aceitam prontamente uma previsão de chuva para amanhã, construída a partir de reconhecimento de padrões aplicado a dados, enquanto tratam a ideia de que a trajetória do próprio relacionamento poderia ser prevista de forma semelhante — a partir do próprio conjunto de dados, muito menor, muito mais disponível — como algo presunçoso ou invasivo. Os dados existem. A disposição para construir o instrumento tem sido, historicamente, a peça que faltava.
Relacionamentos não são menos conhecíveis do que o clima. Eles são simplesmente menos instrumentados — e essa é uma lacuna solucionável, de natureza técnica, não um fato sobre o quão misteriosos os relacionamentos são por natureza.
Parte de The Recognition Layer →
Momar Lissa Ndiaye ("MLN") é o fundador e CEO da weyoga Inc., uma empresa de Delaware. — weyoga.ai · mln@weyoga.ai