Por Que Eu Tomo Decisões Das Quais Depois Me Arrependo?
Uma decisão tomada no momento e essa mesma decisão revista depois são avaliadas por duas versões muito diferentes da mesma pessoa — uma operando com a informação, o humor e a pressão presentes naquele momento, e outra operando em retrospecto, com o resultado já conhecido e a pressão original há muito desaparecida. O arrependimento é o que essa segunda versão conclui, e ela conclui a partir de uma posição que a primeira nunca teve.
Essa assimetria torna o arrependimento um péssimo guia para o que realmente deu errado. É fácil, depois do fato, ver claramente a opção melhor — mas essa clareza é função de já saber como as coisas se desenrolaram, não evidência de que a decisão original foi tomada de forma descuidada ou de que uma versão mais sábia da mesma pessoa teria escolhido diferente sob as mesmas condições.
As decisões que produzem mais arrependimento costumam compartilhar uma característica estrutural: foram tomadas rapidamente, sob alguma forma de pressão, por qualquer padrão que já estivesse pronto para responder — não por deliberação cuidadosa que simplesmente chegou à conclusão errada. O arrependimento aparece depois; o mecanismo real funcionou antes, e principalmente funcionou por conta própria.
Reduzir o arrependimento não é realmente sobre decidir com mais cuidado no momento — o momento raramente permite isso. É sobre reconhecer, com antecedência, qual padrão tende a estar tomando a decisão sob quais condições, para que a decisão tomada seja menos frequentemente a rápida e familiar, e mais frequentemente uma escolha de fato.
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Momar Lissa Ndiaye ("MLN") é fundador e CEO da weyoga Inc., sociedade de Delaware. — weyoga.ai · mln@weyoga.ai